Ao chegar no autódromo, um pensamento: “Que final de semana difícil!”
Hora de entrar no carro e trabalhar. Pedi a Deus proteção e que o novo motor fosse veloz. Proteção eu tive, mas infelizmente o segundo pedido não foi atendido a tempo.
Logo depois da largada já pude notar que havíamos trocado “seis por meia dúzia”. O propulsor continuava fraco, do mesmo jeito que estava nos treinos de sexta e sábado. Tentei fazer o máximo para não perder posições e fazer ultrapassagens. Para quem estava esperando de mim uma corrida cheia de novidades e pegas eletrizantes, se decepcionou também.
No meio da disputa, cheguei a ficar em 15, mas nas últimas voltas o motor falhou. Com isso, perdi algumas posições. Fechei a última etapa do ano em 18, uma das únicas que não pontuei.
Uma coisa ficou buzinando na minha cabeça: “O que é que Interlagos tem? Toda corrida nessa pista, alguma peça importante do carro quebra!”
Depois de tudo, senti um misto de tristeza pelo desempenho insatisfatório do final de semana, e felicidade pelo ano maravilhoso que tive na minha carreira.
Antes de sair do autódromo, fui levar Tici, minha querida companheira, e a nossa amiga Mari (agora Paulista) para experimentar a velocidade de um stockcar V8. Tici já fez a volta rápida em Curitiba – adorou- e parece que viciou. Como eu sabia que ela sonhava em andar na pista de Interlagos e Mari estava com vontade de conhecer a sensação, providenciei uma Volta Rápida na Red Bull Racing para as duas. Preciso dizer que as duas disseram que o “S” do senna é de arrepiar? Sorte a minha que vivo essa emoção.
Mais tarde vou postar algumas fotos do evento. Agora vou correr para o Centro Admnistrativo para gravar uma entrevista no Bahia Esporte. A matéria será sobre a etapa da stockcar em Salvador. Vou informá-los quanto à data e horário da transmissão.
Forte abraço,
Diego